25.10.01

A Rossana, do Wumanity, está compilando um engraçadíssimo Blogabulário (ou seria Bloglossário, Rossana?), e pede críticas e contribuições. O Estraviz indica e eu dou minha humilde contribuição:

Blogverso - este imenso universo blogger que nos cerca.

Colaborem!

24.10.01


Para quem chegou agora: RPG é um jogo que usa elementos de fantasia e se passa basicamente na imaginação de um grupo de pessoas. Houve um crime em Ouro Preto e a polícia está tentando vincular este crime ao jogo RPG. Este site não é a favor de lunáticos assassinos (jogadores ou não) e sustenta que o jogo está acima de uma meia dúzia de malucos. Se o culpado for pego, que seja julgado e condenado, e, na eventualidade de ele ser um jogador de RPG, que seja apenas isso: uma eventualidade.

A dica do minuto é essa que está acima. Corram para o site que o Rodrigo Araújo, o Stimpy, acabou de criar junto com uns amigos: o Eu Jogo RPG, um libelo muito bem embasado em defesa dos Role-Playing Games depois do assassinato da estudante de farmácia Aline Soares, em Ouro Preto, no domingo passado, possivelmente durante um jogo live action de RPG num cemitério desativado da cidade.

É a velha história, não tem velha assim, que acabamos de comentar com relação à infeliz reportagem da Folha sobre os blogueiros: o preconceito dita as regras. Quem não joga RPG acha que os jogadores são todos um bando de desajustados. Mas o que é que uma coisa tem a ver com outra? O Maníaco do Parque jogava RPG?
Dica do dia: os artigos da Carta Capital desta semana. O foco é o exagero da mídia - ainda - frente às conseqüências do 11 de setembro, como o contágio por antraz, por exemplo. Destaque para O Germe de Turbante, do Nirlando Beirão, um ótima sacada sobre o perigo da unanimidade pró-islâmica. Confiram também o especial O Ataque da Paranóia. Tem também uma excelente e comovente crônica do mestre Sócrates, descendo elegantemente - mas descendo - a ripa em Pelé. Mas esta só nas bancas.

Não sai do Winamp: uma mistura muito louca alternando o trance do Garbage (The World is Not Enough, como convém a um bom fã de 007, Stupid Girl e Milk, entre outras) com o new age Steven Halpern (Comfort Zone, porque relaxar é preciso).

23.10.01

Esquisitos são os outros

Ainda sobre o meu artigo na [Mão Única?], o Paulo Bicarato hoje fez um comentário bem interessante no Alfarrábio. Reproduzo abaixo:

A informação é livre, a liberdade de expressão é a lei. Mas, no meio disso tudo, e exatamente por isso, surgem ótimas análises enquanto alguns cometem algumas besteiras inomináveis. Em relação aos blogs, além da já consumada, enterrada, desprezada e condenada reportagem da Folha de domingo, tem gente mandando muito bem, como o Fábio Fernandes: Em Busca do Conteúdo Perdido.
E tem gente que ainda está batendo na mesma tecla, e não se tocou, como o Franco Iacomini:
Para achar gente esquisita.


Sem entrar no mérito da qualidade do meu texto, o que eu escrevi foi apenas uma observação que talvez traduza o que praticamente todos os blogueiros que põem a cachola pra trabalhar já pensaram: somos pessoas, e temos algo a dizer. Just that. É só isso.

E é realmente bizarro, neste tempos pós-estruturalistas, desconstrutivistas, pós-tudo, enfim, tempos em que exigem cada vez mais complexidade na abordagem de qualquer questão (complexidade não quer dizer necessariamente algo difícil de compreender, mas apenas que leva mais tempo, porque possui mais facetas - é como se estivéssemos no meio de um jogo e trocássemos os velhos dados de seis lados por um desses de 12 ou 18 que os jogadores de RPG usam, sacaram?), que reportagens como a da Folha - que eu não vou comentar aqui, a Zel participou e disse tudo o que tinha a dizer a respeito com muita propriedade, confiram lá - simplesmente detonem tudo e digam a cantilena que já está ficando velha: ah, blog é confissão de adolescente.

Não é não, coleguinhas da imprensa, não é não. O buraco é muito mais em baixo. Não dá pra jogar todo mundo no mesmo saco de gatos e amarrar: rótulo é coisa que só cai bem mesmo com cerveja e carteira de identidade, e olhe lá.

O realmente esquisito nesta história toda é que o Franco Iacomini participa da lista de discussão Jornalistas da Web, ou seja, é tão internauta quanto eu e vocês, caros leitores. Pois é, voltamos à velha história do roto falando do esfarrapado. Sem nenhuma ofensa ao Franco, sejamos francos: não faz mais sentido tentar colocar qualquer rótulo nos blogueiros, assim como não faz sentido colocar debaixo do mesmo guarda-chuva todos os membros de uma lista de discussão. Há menos de cinco anos eram os participantes de chats e de listas os "esquisitos", e daqui a cinco anos sabe lá quem será a bola da vez. Será que nós, internautas, não deveríamos ser mais unidos? Será que isto é realmente uma utopia? Como leitor e escritor (entre outras coisas, de ficção científica), tenho cá minhas dúvidas.

22.10.01

Repercussões

Meu artigo Em Busca do Conteúdo Perdido na revista [Mão Única?] está dando o que falar. Hoje Hernani Dimantas citou trechos do artigo em seu Marketing Hacker. O Marcelo Estraviz e a Zel também gostaram e acharam pertinente, assim como a Rossana e a Mermaid. Muito obrigado a todos!

Pra ser sincero, até faltou dizer mais coisas: o artigo foi concebido meio que na base da escrita automática, sem parar para pensar muito - e talvez seja melhor assim mesmo, afinal estamos falando de blogs, e se blogs (pelo menos em parte) são diários, é de lei escrever o que se pensa, sem autocensura.

Mas aguardem novos artigos. Os blogs são crianças - eles têm muito que caminhar e nós com eles. Nós, blogueiros, ainda vamos escrever uma boa parte da história da Web - e, desconfio, a mais divertida! ;-)

Ah, tem artigo novo meu no caderno Mídia Interativa do Itaú Cultural : cliquem aqui pra ler um texto sobre jornalismo online em tempos de guerra. E vamos à luta - literalmente.